quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Questões sobre o texto "Manifesto dos Pioneiros"

A proposta para todas as turmas de "História da escolarização e dos processos pedagógicos brasileiros" é, que possamos utilizar este espaço para discutirmos questões em torno do processo de instituição da escola pública brasileira e suas propostas pedagógicas.
  • O "Manifesto dos Pioneiros", foi um momento importante na estruturação educacional do Brasil, por mais que seus ideólogos não tenham conseguido colocálo em prática como um todo, demonstramos a chance de pensar a educação omo algo que pode formar uma nova nação. Comente, que trehos do manifestos consideras atual, e que poderia, contribuir para mudanças na escola pública atual. poste seu comentário, troque idéias com os colegas, se necessário critique outras idéias, mas aproveite a oportunidade. Até a semana do dia 30/10.

52 comentários:

jords disse...

Olá professora! Teremos aula de História na próxima semana (dia 22/10)? É a semana do SIC, por isso a pergunta. :) Obrigado! Airton Jordani.

Francine disse...

Onde está o texto do Manifesto dos Pioneiros?

anderson disse...

não achei o texto também

Felipe Müller disse...

Achei interessante as idéias mostradas no texto "Manifesto dos Pioneiros". O que me chama mais a atenção é que deseja constituir uma escola que não leve em sua base a idéia de "classes" como na cocepção Marxista, pois ao menos eu considero um tanto reducionista para se analisar questões da sociedade e, pelo meu entender, a escola é um ente que é composto pela sociedade. Não tendo essa idéia, não será constituida em vista nem para uma e nem para outra "classe" ou "grupo" mas sim para as pessoas, para o ser humano racional, ou como é dito no texto, para o ser biológico. Talvez seria um tanto interessante comparar a idéia Weberiana, onde a sociedade é influenciada por um conjunto de fatores, onde parece ser entendido em algumas passagens. Acho que deve ser olhado para a sociedade como um todo, constituida de pessoas diferentes, que sempre serão diferentes por natureza, mas que devam ser respeitadas e que todos possam viver dignamente em harmonia. Além disso, no meu ponto de vista, como o é dito que deve ser laica, também acho que não devem ser embutidos conteúdos políticos, assim permitindo que o aluno possa se posicionar livremente. Além do mais, acho que a escola deve ser um espaço para fomentar um sociedade que seja uma verdadeira nação de pessoas com o mesmo propósito. Vamos se dizer, dentro da idéia Durkheimiana. Bem, coloquei um pouco sobre o texto e um pouco sobre o que eu penso em analise do texto. Por enquanto fico por aqui.

Um abraço e até a próxima aula.

Anônimo disse...

Erotide
Achei muito interesante as idéias relatadas no manifesto. Destaco a pg 192, acho que a escola deve ser trazer para sala de aula questoes relacionadas com a natureza, problemas com os quais os familiares e a propria crianca se deparam, assim desta forma estaremos estimulando os alunos e propria familia dele a se interressar por questoes e a valorizar a escola

Marcelo disse...

O texto datado em março de 1932, retrata um modelo de educação pretendida, com seus valores agregados,uma escola que inclui, um espaço não só do conhecimento científico, mas também do conhecimento social (precisamos muito). A partir da formação das bases da educação, não só no Brasil, mas em outros países, poderíamos, talvez, acabar com muitos outros problemas, já que partimos da formação étnico-social do ser humano. Apesar do manifesto ser antigo, ele se encaixa perfeitamente nos dias atuais.Acho que não evoluímos...

Marcelo Siqueira Alves.

Luiz Carlos Quirino da Silva disse...

Achei bem interessante a parteem que o texto fala da necessidade da educação ser incorporada no dia a dia dos alunos, na sua realidade cotidiana, não concordei muito quando o texto se referiu as capacidades e aptidões biológicas, de aprendisado, me pareceu uma espécie de determinismo biológico, no mais ele elencou pontos,paradigmas educacionais que se tivessem tido êxito em sua implementação, teriam construido uma nação diferente da que temos hoje.

Priscila Ligoski disse...

Partindo de um panorama que já vinha se formando por vários anos no Brasil é chegada a hora de refletir sobre a condição do papel da educação perante a sociedade, e é este o argumento central, a meu ver, tratado pelo texto do Manifesto. Sendo assim, considero de grande relevância a criação da “escola nova”, que, segundo o texto, é para todos e, dessa forma, é desvinculada dos interesses de classe. Na teoria as coisas parecem ser muito bonitas, mas na prática, ainda atualmente, não é bem assim que elas funcionam, pois pessoas com maiores condições econômicas, obviamente, têm maiores condições de acesso à educação. Acredito que, hoje em dia, com o aperfeiçoamento dos métodos educacionais e com uma consciência melhor estruturada sobre a importância da educação seria lógica a existência de um padrão altíssimo de ensino. Mas, infelizmente, parece que as pessoas pararam no tempo e ainda não conseguiram ver que o foco deve estar na formação do aluno e não na resolução de problemas sociais/econômicos.
Priscila Ligoski

Eduardo Belmonte disse...

A parte do texto que versava nos fundamentos da educação é bastante relevante; afinal, mostra que lecionar não é uma questão de "ensinar para classes" e, sim, introduzir o indivíduo na sociedade à qual ele está inserido fazendo-o, portando, refletir sobre os rumos que não só a educação vem tomando, mas também o sujeito em relação ao mundo.

Francine disse...

O texto “Manifesto dos Pioneiros” tem muitas idéias interessantes, ele versa sobre um modelo educacional. Gostaria de destacar o trecho que fala da universidade no texto (pg. 196) “A educação superior ou universitária, a partir dos 18 anos, inteiramente gratuita como as demais...”. Infelizmente não é essa a realidade que temos atualmente. Bom seria se as universidades fossem como no modelo proposto anteriormente, onde todos teriam ensino gratuito e de qualidade, já que hoje em dia são poucas as instituições que oferecem estes recursos.

Francine Morim Menegotto
Turma: I

Eduardo Correa disse...

Apesar de ter sido escrito há bastante tempo, o texto me pareceu muito atual: os aspectos analíticos sobre política, sobre filosofia e sobre sociologia aplicados à educação são válidos até hoje. Os problemas de estrutura do Brasil, também, são muito semelhantes. Além disso, a questão de as reformas na educação ocorrerem em função de uma concepção de vida me pareceu fulcral, elemento que se constitui de uma visão filosófica aplicada ao âmbito sócio-político – visão de mundo – que se reflete na educação de maneira profícua. Concentrar a educação sobre o “self” do educando é também uma idéia endossada por diversos educadores até hoje. O Autor, embora tenha algumas idéias um pouco abstratas, traça objetivos bastante concretos para a nova educação. Fiquei com dúvidas quanto ao conceito de direito e de funções biológicas, que creio ser algo ligado ao pensamento positivista, dele, que deixa claro sua visão patriarcal, típica do séc. XIX princípio do séc. XX, na sua concepção de e no valor atribuído a família. A visão de educação autônoma me soou um pouco utópica, visto ser a educação um instrumento de controle, de alienação, de massificação, enfim, uma entidade submetida a pressões político-ideológicas muito fortes, para se trabalhar com um purismo ou uma imanência. Todo o projeto da educação nova se apresenta com um cunho bastante positivista, que busca suas certezas científicas, e não literárias e artísticas como era comum na época. É curioso ler esse manifesto hoje, pois essas idéias foram, em certa medida, já aplicadas à educação e são um dos mais criticados princípios da nossa educação moderna, conforme o filósofo Edgard Morin: o estatuto da dúvida na educação.

Anônimo disse...

O texto, apesar de cansativo, é muito interessante. Trabalha diversas marcas que a educação atual deveria seguir. No entanto, isso não ocorre. A universidade para todos é um exemplo. Gostaria de destacar um parte do texto da pagina 200: " ...a escola deve utilizar...todos os recursos formidáveis, como a imprensa, o disco, o cinema e o rádio...". Trazendo para o contexto atual, acrredito que esteja acontecendo um breve momento de falta de criatividade na educação. A mesmicie que se torna um professor chegar na sala e apensa passar no quadro um contúdo é imensa.Como citado no texto a escola deveria proporcionar maior diversidade de contúdos e métodos de avaliação. Só assim, a escola, como diz o texto, se tornará um imenso "centro de criação, atração e irradiação de todas as forças e atividades educativas".

Anderson Rech
turma I

Éder Mello SIlveira - Turma I disse...

O texto possui muitos aspectos que ainda se mantém como objetivos na realidade, que infelizmente ainda não foram postas em prática. Além do momento que fala sobre a escola que não se baseie pelas diferenças, destaco a idéia da escola como um espaço muito além do cientificismo, abrangendo o social, a realidade cotidiana, idéia com que concordo pois de nada adianta o aluno somente aprender "teorias cientificas" que na maioria das vezes nunca será utilizada.

Éder Mello Silveira - Turma I

Anônimo disse...

O texto “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova” provoca um desconforto inicial, pois, como brasileiros, sabemos que a educação não ocupa um lugar de destaque na hierarquia dos problemas nacionais. Colocada como prioridade por nossos governantes apenas nos discursos políticos percebemos que da forma como a tratamos hoje teremos no nosso futuro de educadores uma educação ainda mais fragmentada e desarticulada.
Vivemos em um estado de inorganização e não de desorganização do aparelho escolar. Ignoramos os planos e iniciativas aos fins da educação e da aplicação dos métodos científicos aos problemas de educação. Percebemos que inúmeros trabalhos acadêmicos são realizados para detectar problemas e, na sua grande maioria, pouco ou nada servem para tentar resolver os problemas da administração escolar.
O despreparo e o empirismo continuam sendo entraves às mudanças no processo educativo. A educação e os problemas podem e devem ser tratados com o rigorismos das ciências. O educador deve possuir uma cultura ampla e diversa para perceber além do aparente e do efêmero, tendo a capacidade de entender qual a função da escola e a posição que ela ocupa dentro da pluralidade de forças sociais que configuram a civilização, podendo, dessa forma, ver o problema educacional em seu conjunto e, a partir daí, buscar soluções embasadas em conhecimento científico realizando experiências e utilizando-se de técnicas elaboradas. Devemos abandonar o empirismo dominante para realizarmos uma transformação profunda. Foi à luz dessas verdades e sob a inspiração dos novos ideais de educação que surgiu o movimento de reconstrução educacional, uma educação nova que se propõe a servir não aos interesses de classes, mas aos interesses do indivíduo.
Elaborado pela aluna Maristela Vargas Losekann

Anônimo disse...

Achei o texto difícil de entender, aliás qual era o objetivo? Tornar o Estado mais atuante com a questão da educação? Não basta apenas destinar a verba para a estrutura, acho que o propósito é mudar a forma de como se educa, o conteúdo e o objetivo final do aluno: um atuante na sociedade com idéias novas e crítico, não apenas mais um profissional em sua área de atuação fechado para as questões da sociedade. Pensando assim remetemos a educação como instituição de cunho político, sujeita às mudanças e vontade do poder atual.

Antonio Celestino
Turma I

Thiago disse...

Gostaria de realçar no texto um ponto que considerei especial - no capítulo - A função educacional, item b)A autonomia da função educacional - onde o Manifesto declara que a "nova escola" deve ter autonomia técnica, administrativa e econômica a fim de garantir que não se sobreponham a escola interesses classistas e partidários entre outros agentes. Nesse ponto me parece bem atual a observação visto que nosso sistema educacional ainda que tenha avançado em certos ponto mantém-se como um sistema excludente. O formato piramidal de nossa educação( a grosso modo, da educação básica - a base - ao ensino superior - o topo)reflete e, ao mesmo tempo alimenta, como um todo, a própria sociedade brasileira. Parece-me aqui um dos pontos nevrálgicos em todo o texto, como um governo ligado e/ou influenciado por certos interesses colocaria o Estado em suas funções educacionais a atingir seu "fins gerais"? Como mencionado acima seria através da autonomia naquelas três esferas, mas agora vêm a novidade. Olhando no texto a parte que se refere a autonomia econômica como meio de conter influências estranhas a finalidade educacional, parece-me uma idéia boa, tanto é que o atual discurso oficial muito fala nela. Entretanto, nesse discurso o curioso é o meio para se possuir a autonomia financeira: competição. Segundo, nosso ministro da educação, Fernando Haddad, formado em Direito e Economia, trata-se de um meio meritocrático, ou seja, a autonomia financeira é um prêmio que se dará “aquelas que tiverem um bom resultado”, segundo entrevista concedida a revista veja de 17 de outubro de 2007. Sem aprofundar muito e já concluindo, gostaria de dizer ao ministro que “a visão meritocrática” por mais que seja bem intencionada geram formas de exclusão e consequentemente geram “classes”, e a competição desvairada pelo prêmio não vai gerar eqüidade na qualidade, e sim, distorção – poucas com alta qualidade e muitas com pouca qualidade – entre outras possibilidades (aqui estou especulando), mas pra ficar claro que estou criticando a visão meritocrática de Haddad.

Nome: Thiago Souza de Freitas
Turma: I

Anônimo disse...

Merece destaque a parte que fala dos fundamentos da educação nova, onde o processo educativo consideraria o educando não como um ser vazio à ser modelado exteriormente, mas como um ser autônomo que deve ser respeitando em sua personalidade. Pois a escola deve considerar que ela não é o único nem o mais importante espaço de convivência do educando.

Thiago Ramires Abeche

Giovanni disse...

Professora, eu não consigo achar o texto aqui no blog... Como poderia fazê-lo???

Anônimo disse...

Alguns pontos relevantes sobre o texto: “Manifesto dos Pioneiros”

O tópico que fala que a causa da falta de organização do aparelho escolar está na ausência de uma cultura universitária e na formação meramente literária de nossa cultura, me remete a um comentário do jornalista Paulo Santana, (endossando a opinião do Vice-governador do Estado Paulo Feijó, que considera um gasto desnecessário para o Estado a manutenção da Universidade Estadual do RS). Na opinião de ambos, o Governo do Estado deveria acabar com a Universidade Estadual pelo fato de ela gerar um custo muito elevado à receita estadual. Ainda segundo eles, o invés da manutenção da instituição, o Estado poderia fornecer bolsas de estudo para custear a formação em Universidades privadas. Não vejo como sendo possível o tão almejado desenvolvimento do Estado sem um amplo investimento na área da educação. Educação essa que, de acordo com outros pontos do texto, além de requerer uma ação extensa e intensiva sobre o indivíduo, deve ser, essencialmente, pública e gratuita, desde a escola infantil até a formação universitária.
Noutro momento, o texto aponta a necessidade de a escola ser “laica”, alheia a todo o dogmatismo sectário. No entanto o que vemos é que a maioria das universidades e dos colégios privados estão nas mãos de organizações religiosas. Será imparcial, a instituição religiosa de ensino, na hora de abordar uma questão histórica relacionada a algum desvio ético pelo qual ela possa ter trilhado?
Uma das passagens que vejo como fundamentais no texto é a seguinte: “O físico e o químico não terão necessidade de saber o que está e se passa além da janela do seu laboratório. Mas o educador, como o sociólogo, tem necessidade de uma cultura múltipla e bem diversa”. Como o papel da educação, conforme o texto, é desenvolver ao máximo a capacidade vital do ser humano, para impedir que tenhamos um profissional limitado (como os ilustrativamente apresentados), a formação do aluno, mesmo em áreas específicas como a técnica, deveria possibilitar a constituição de pessoas habilitadas a exercerem seu papel de cidadãos.

Alan Barcellos

FERNANDA disse...

Achei que o texto meio complicado, mas é muito relevante, que desde 1932, já havia um ideal de escola para todos apesar de que até o momento atual ainda não foi possível este feito. O texto referencia o estado como responsável pela educação, isso todos nós sabemos, porém ele nunca trata a educação como tema principal de governo. Outro ponto importante foi que a familia tem que caminhar junto com a escola, apoiando ela.

Anônimo disse...

Professora, achei o link mas não consigo baixar o texto. Como faço?

Milena Reis

Gelson Halmenschlager disse...

Achei o texto muito interessante, pois parto da teoria de que na decada de trinta havia muito pouco sobre isto. O autor desenvolveu idéias muito astutas. Muito do que está escriot alí pode ser aplicado nos dias de hoje. Algumas, poucas, sõa realidade. O Brasil em educação dá em passo a frente e outro atrás. Acredito que o ponto mais interessante, e também o menos distante da realidade atual, é a mudança de foco da educação, que atualmente está focada no ensino científico, porém com um foco distante do cotidiano, e que geralmente valoriza a "decoreba". Deve haver uma mudança para uma educção centrada no cotidiano dos alunos, para que os alunos tenham vontade de aprender e que não esqueçam o que aprenderam logo depois que passa a prova. Outro ponto interessante é quando ele cita que os alunos possuem aptidões diferentes, apesar do foco determinista que ele tomou, é algo a ser considerado.
O autor trabalha bastante em cima da "escola nova" como um espaço onde não existam classes sociais, uma utopia, porém deste modo, onde os alunos pudessem enxergar uns aos outros como iguais, haveria um grande passo para a sociedade, formando cidadãos e não apenas mais alienados e ignorantes.

Livia Viali disse...

Como já foi mencionado acima, o manifesto foi uma tentativa de gerar um sistema educacional que criasse uma base comum de cidadania entre os brasileiros. Como vemos hoje, esse é ainda um dos temas centrais de qualquer proposta educacional no país. Podemos tomar como exemplo a LDB, que tem com um dos princípios e fins da educação nacional o preparo do educando para o exercício da cidadania. Na verdade, a maioria dos princípios do manifesto se encontram na LDB: o direito a educação adequada às condições do educando, o direito a escola pública e gratuita, laica, etc. Como os colegas já mencionaram, todos essas questões ainda estão sendo discutidas hoje.

Acredito que hoje não temos uma idéia muito clara do que é o Brasil e quem é o brasileiro. Não temos uma identidade formada que faça com que o ideal de ser um cidadão solidário funcione, pois afinal, nossa democracia não funciona. Criamos cada vez mais injustiças sociais (distribuição de renda). Não temos empregos para todos e, portanto, muitos não vêem perspectivas de um futuro melhor. Acho que se houve alguma evolução desde a época de 30, conseguimos retroceder e agora estamos lidando com as mesmas questões que preocuparam os intelectuais que escreveram o manifesto. Ainda não conseguimos universalizar o direito a educação. Ainda temos escolas para pobres e escolas para ricos.

Como Allan mencionou acima, é essencial no processo de busca de soluções para a educação o papel do educador: “ele deve estar tão interessado na determinação dos fins de educação, quanto também dos meios de realiza-los” (pg. 184). É importantíssima a valorização do educador, principalmente aquele dentro da sala de aula. Além disso, a preparação desse educador para exercer tal papel na sala de aula deve incluir um preparo para a pesquisa. Afinal, se a escola deve “oferecer a criança um meio vivo e natural, favorável ao intercâmbio de reações e experiências”, o educador tem que ser preparado para questionador, problematizar e aflorar a curiosidade do aluno. Questiono se a nossa educação superior está preparando educadores para esse trabalho. Acredito também que além de prepara-lo, é de extrema importância valorizar a experiência desse educador em sala de aula e ajudá-lo a publicar suas idéias e experiências para um intercâmbio com outros educadores.

Outra questão essencial levantada no manifesto é quanto à responsabilidade técnica e econômica da educação: “autonomia técnica, administrativa e econômica, com que os técnicos e educadores, que tem a responsabilidade e devem ter, por isto, a direção e administração da função educacional, tenham assegurado os meios materiais para poderem realizá-la”. Hoje ainda lidamos com escolas que existem sem as condições básicas para ensino. O manifesto vai além, explicando que se deve “levar em conta a necessidade de adaptação crescente da escola ao interesses e as exigências regionais”. A questão do contexto nos leva a questão de uma escola nacional, pois ainda teríamos que criar uma identidade nacional. Para que se possa criar essa escola, o manifesta aponta que as escolas atuarão como “uma força viva, um espírito comum...nesse regime livre de intercâmbio, solidariedade e cooperação que, levando os Estados a evitar todo desperdício nas suas despesas escolares a fim de produzir os maiores resultados com as menores despesas, abrirá margem a uma secessão ininterrupta de esforços fecundos em criações e iniciativas.” Acredito que sempre tivemos cheios de iniciativas. O x da questão está exatamente na comunicação. Como isso se dará em um país cada vez mais corrupto e individualista? Menciono novamente a LDB, que diz que “compete aos Estados e Municípios, em regime de colaboração, e com a assistência da União” uma série de tarefas. Bom, vejo cada vez mais que ficamos com iniciativas muito bonitas de se ler, mas que não saem do papel. E quando saem, geralmente são iniciativas em curto prazo que satisfazem interesses políticos individuais e não a criação de uma nação cidadã.

Anônimo disse...

O Manifesto dos Pioneiros relata uma escola popular, democrática. igualitária, gratuita, de obrigação do Estado, um quadro compreensivo das relações entre a família e a escola, em conjunto com a diretriz política para a consolidação da sociedade. Tenta retomar uma consciência do verdadeiro papel da escola na sociedade, como incentivadora de reformas no ensino e os núcleos sociais, como a família. Tudo contribui para uma escola pública atual, desde a sociedade até a família.

Aluna Júlia da Silveira Gross
Turma: D

daniel disse...

Daniel Rockenbach:

não encontrei também o texto...

RONALDO disse...

O texto "Manifesto dos Pioneiros" levanta alguns temas referentes ao sistema educacional brasileiro. Sobre as idéias do texto, destaco as que achei mais interessante. Seguem alguns tópicos:
>O Educador pode ter sua filosofia de educação, mas deve sempre ser objetivo ao determinar os fins da educação e também como realizá-los;
>"A educação está vinculada à filosofia de cada época".Essa afirmação corrobora com a idéia de que a Educação reproduz os valores da classe dominante. Concordo com o que Felipe Müller diz sobre a relação ESCOLA x SOCIEDADE, acho que a análise é um pouco superficial sim;
>No final do texto é tratado a utilização de diferentes mídias para a Educação, que ao meu ver é positiva, se usada corretamente. É importante destacar que a escola, apesar de ser um meio estático, apresenta processos educativos e culturais(diretos ou indiretos) em constante tranformação.
Abraço e até a próxima aula!

Aluno:Ronaldo Dreissig de Moraes Turma: I

Anônimo disse...

Este texto abrange variados aspectos à respeito da educação perante a sociedade, e muitos se colocam em posição de destaque:
* Evoluiu-se, material e cientificamente, nos últimos 50 anos, mas a educação, que dará continuidade a essa evolução, não teve um desenvolvimento à altura da sua importância, conforme o texto, por falta da "determinação dos fins de educação e da aplicação desses";
* A necessidade de o educador possuir uma cultura diversificada para perceber e entender o contexto da sociedade na qual ele exerce o papel de modelador educacional;
* O dever de o estado considerar a educação como uma função social e pública, por isso a necessidade de a escola ser laica(coloca o ambiente escolar acima de crenças e disputas religiosas), gratuita(educação universal e acessível a todos os cidadãos que tenham interesse e condições de recebê-la)e obrigatória(antercedendo a idade do trabalho produtor);
* A escola não deve ser um elemento estranho à sociedade pois ela é, essencialmente, uma instituição social necessária à vida e interesses daqueles que a frequentam.
* Por esses e outros fatores é que há a necessidade de reorganizá-la , aumentando o sua abrangência e moldando-se conforme a necessidade da sociedade.

Abraços!

Anônimo disse...

Este texto abrange variados aspectos à respeito da educação perante a sociedade, e muitos se colocam em posição de destaque:
* Evoluiu-se, material e cientificamente, nos últimos 50 anos, mas a educação, que dará continuidade a essa evolução, não teve um desenvolvimento à altura da sua importância, conforme o texto, por falta da "determinação dos fins de educação e da aplicação desses";
* A necessidade de o educador possuir uma cultura diversificada para perceber e entender o contexto da sociedade na qual ele exerce o papel de modelador educacional;
* O dever de o estado considerar a educação como uma função social e pública, por isso a necessidade de a escola ser laica(coloca o ambiente escolar acima de crenças e disputas religiosas), gratuita(educação universal e acessível a todos os cidadãos que tenham interesse e condições de recebê-la)e obrigatória(antercedendo a idade do trabalho produtor);
* A escola não deve ser um elemento estranho à sociedade pois ela é, essencialmente, uma instituição social necessária à vida e interesses daqueles que a frequentam.
* Por esses e outros fatores é que há a necessidade de reorganizá-la , aumentando o sua abrangência e moldando-se conforme a necessidade da sociedade.

Abraços!
Fabiano Tomazoni

Amanda, Carlos e Giovanni disse...

O texto aborda pontos principais da educação brasileira que foram problemas na época em que foi escrito, mas que mesmo ainda hoje são fundamentais para que se compreenda a constante educacionalização pela qual o nosso país passa ou deveria passar, dadas as sínteses do cotidiano e do cientificismo globalizado impregnado em qualquer forma sociedade. Entende-se, através do texto, que o ideal não seria um “ensino para classes”, como bem assinala o autor, mas sim que se deve inserir o indivíduo no imenso “liquidificador de saberes” – termo que foi muito bem utilizado por Nykolas Friedrich em “Memórias Sentimentais sobre a Educação e Eu”, texto ainda em desenvolvimento – que é fruto da dinâmica social. De fato, hoje toda verdade é uma mentira, como diria o professor Paulo Albuquerque, pois que a ciência vive da sua própria renovação e não do seu estaticismo. Não é, por conseguinte, suficiente que se ensine apenas conhecimentos científicos nas escolas, deve-se, pois, apresentar os diversos conhecimentos sociais e étnicos também. Para tal, é mister pensar em uma educação absolutamente gratuita e geral, sem distinção classial. O que, como podemos ver sem uma longa investigação empírica, não ocorre no nosso país.

Por Carlos Garcia, Amanda Backes e Giovanni Rolla – turma C.

Juliane Porto Ercole disse...

O Manifesto mostrou muitas idéias atuais, mas penso que vale a pena destacar o trecho da p. 200 que diz:
"...a escola deve utilizar, em seu proveito, com maior amplitude possível, todos os recursos formidáveis, como a imprensa, o disco, o cinema e o rádio,com que a ciência, multiplicando-lhe a eficácia, acudiu à obra de educação e cultura e que assumem, em face das condições geográficas e da extensão territorial do país, uma importância capital."
É uma fala bem atual, visto que integrando os diversos recursos, a escola pode se estender e complementar a vida dos alunos, inserindo-os no meio social e servindo de centro de criação e produção, trabalhando com a criatividade e diversidade das pessoas. Contrasta com a antiga idéia de escola, estática, tradicional,que não estimulava os alunos com as ferramentas existentes para isso. Essa idéia de utilizar recursos novos, criativos e atuais, referentes ao meio social, atrai os alunos para a sala de aula e os insere no contexto.
Há muito ainda o que se fazer na educação!

Anônimo disse...

Marcia Silveira disse...

Gostei muito do texo Manifesto dos pioneiros apesar de ter algumas dúvidas sobre o mesmo. Achei interessante o item "b" da página 191 "A autonomia da função educacional".
No mesmo é a presentado a questão do desleixo do estado com a escola pública, permitindo que a mesma sirva de "joguete" nas mãos de interesses estranhos. Hoje isso não é diferente, pois a escola passou a ser um treinamento para a vida profissional sem levar em conta a prioridade da mesma, ou seja, apresentar a cultura, regras básica de convivência, educação de qualidade.
Acho que não evoluímos desde 1932....

Anônimo disse...

O texto relata ao leitor o papel da escola na população, fazendo uma reflexão sobre reformas no ensino. Também faz uma comparação entre o relacionamento entre escola e sociedade, expondo as diretrizes políticas para a consolidação de uma escola que ande junto com a família, ou seja, que uma apóie e incentive a outra.
Sabrine Aguirre Cardoso Müller - Turma: D

Anônimo disse...

O texto começou muito interessante, gostamos muito da ~enfase que foi dada ao fato do professor necessitar mais do que o entendimento da área de conhecimento específico que ele pretende ensinar,necessitar também de conhecimento sobre Educação. Tornando a Educação não mais uma ferramenta qualquer mas um conhecimento específico- com pretensões científicas. Eles = um movimento de reconstrução educacional que surgiu nos últimos anos, que luta contra um chamado empirismo educacional que apenas se baseia nas experiências feitas até agora e não pensam em possíveis soluções nunca feitas antes.

Mas pelo q entendemos os autores pretendem fazer da Educação uma ilha na sociedade, um espaço no qual as influ~encias ideológicas não se manifestem. Achamos interessante esse ponto de vista, mas não consiguimos entender como eles defendem então que as instituições onde a Educação será posta em prática sejam mantidas pelo Estado. Parece contraditório dizer que se quer uma Educação livre de influ~encias ideológicas e de caráter classistas, mas exija que o Estado (ou seja, o Governo)
regulamentize a mesma. Não cremos que seja necessário sermos mais específicos, mas lá vamos nós:
o Estado "Democrático" é regido justamente por forças partidárias que pretendem legitimar interesses classistas.

Uma outra coisa que nos impressionou é que no texto eles dizem que a escola
não deve dar grandes importãncias as diferenças classistas ( deve tratar como diferenças secundárias) mas num outro trecho diz que cada região tem que "adaptar" a Educação ás suas necessidades. Para nós as diferenças geográficas são tão importantes quanto as diferenças sociais, diriamos até menos importantes.

O texto fala também muitas vezes da educação como um direito biológico de cada ser humano ("a seleçao dos alunos nas suas aptidoes naturais", nesse trecho por exemplo), o que parece querer dizer que os indivíduos já nascem com tais aptidões.

Filipe Lucas Guterres & Jessica Nunes Vergara

Anônimo disse...

É um texto que merece reflexão. Depois de 75 anos do Manifesto dos Pioneiros em que 26 educadores apresentaram diretrizes para uma política de educação para o brasil, tem-se a certeza de que não se "aprendeu a lição de casa". Dados do IBGE mostram que o país possui mais de 14 milhões de analfabetos com idade superior a 15 anos. Quando se fala em analfabetismo no Nordeste, a taxa chega a quase 21% de pessoas que não sabem ler nem escrever. A má qualidade do ensino fundamental é um obstáculo ao crescimento, pois cursos profissionalizantes têm dificuldade de passar os conhecimentos aos seus alunos porque ele têm problemas de aprendizagem. O sistema de cotas nas universidades é uma conseqüência da impotência do ensino brasileiro. A ideologia que parcela de educadores difunde nas salas de aula muitas vezes impede que a escola seja uma formadora de futuros cidadãos que tenham a liberdade moral e intelectual para decidir o que é melhor para si e para o seu país.
Até breve,
Ronaldo.

Stefan disse...

Não encontrei o texto.Onde eu acho ?

estelahistoriar disse...

prof.ª Estela

Pelo que tenho lido dos comentários e observações em torno do texto, acredito que o Manifesto está sendo um excelente exercício de reflexão, sob o que é a Escola, o que Poderia ser a Escola e que Escola queremos. os intelectuais do Manifesto, buscavam um Brasil que pudesse se auto denominar moderno e inserido em um contexto liberal e capitalista, tendo a educação como um dos suportes desta mudança. vamos seguir neste debate e até a próxima semana.

Carlos Henrique Lucas Lima disse...

De acordo com os textos estudados anteriormente nesta disciplina, deparamo-nos com o dado histórico que versava acerca do domínio das igrejas sobre a Educação tanto em nosso país, quanto na maioria dos países ocidentais.

Isso é relevante e vem corresponder-se com o texto atual, visto que encontramos no MdP o argumento que declara fundamental a laicização das instituições educacionais.

Portanto, são duas visões que dispõem-se em antagonismo entre si: educação confessional e educação laica.

A autonia das insttuições educacionais é fator que deve ser observado, porque se assim não for, a liberdade e a própria existência da noção de estado democrático desaparecerá. Destarte, o texto do MdP traz à baila um debate contemporâneo, haja vista os prementes debates a respeito da independência, da autonomia das Instituições de Ensino Superior - neste caso IFES - bem como das Instituições de Educação Básica - escolas de Ensinos Fundamental e Médio.

Rafaela disse...

Também não achei o texto.

Michael disse...

Achei muito interessante o texto "Manifesto dos Pioneiros", não só pelas idéias nele contidas, mas pela atualidade das mesmas. Ele versa sobre a importancia de haver uma reformulação na educação brasileira e, além disso, propõe que essa mudança seja a base para uma reformulação mais ampla em nossa sociedade. Particularmente, concordo com essa idéia pois também considero que a única maneira de realmente mudar uma nação é através de uma educação de qualidade. O Manifesto, publicado nos anos 30 em meio a restruturação política que se processava na política brasileira, vide revolução de 30 e Era Vargas, propunha que fosse processada uma refomulação também no ambito educacional. Essa mudança deveria ser estrutural, ja que até então haviam sido tomadas medidas mereramente paliativas visando apenas "tapar o sol com a peneira", e não atacar o cerne do problema. Uma das propostas do Manifesto era tornar a educação acessivel a todos num projeto amplo e integrador, era a chamada "escola nova":

"A seleção dos alunos nas suas aptidões naturais, a supressão de instituições criadoras de diferenças sobre base econômica, a incorporação dos estudos do magistério à universidade, a equiparação dos mestres e professores em remuneração e trabalho, a correlação e a continuidade do ensino em todos os graus e a reação contra tudo que lhe quebra a coerência interna e a unidade vital, constituem o programa de uma política educacional, fundada sobre a aplicação do princípio unificador que modifica profundamente a estrutura íntima e a organização dos elementos constitutivos do ensino e dos sistemas escolares."

Enfim, o Manifesto representa uma marco na evolução da estruturação da educacional no Brasil e não deve ser relegado ao esquecimento ou encerrado nos meios acadêmicos. Devemos procurar atuáliza-lo, apesar de que muitos aspectos do mesmo permaneçam contemporaneos, e procurar pô-lo em prática da melhor maneira possível...

Michael Prudencio Favero

Anônimo disse...

O texto manifesto dos pioneiros é muito lúcido na forma como apresenta a questão da educação, essa compreendida como sendo imprescindivel na formação de sujeitos autônomos. A questão um tanto turva que se apresenta é a seguinte: como dar efetividade para essas idéias? O que precisa ser feito para que, além das palavras, consigamos implantar politicas públicas que dêem conta de de permitir os cidadaos se constituirem como seres autônomos?
Parece que essa passagem exige mais do que boa vontade, porque senão como explicar esse tempo razoavelmente longo que essas idéias tem, mas somente no papel.
Marcio Schäfer

Washington disse...

Oi Prof. Estela. Ainda nos debatemos com a infância de nossa nação. Se falarmos em democracia, então, apenas 22 anos de regime contínuo. A chegada dos imigrantes trouxe experiências ao mesmo tempo estranhas e inovadores. A vocação lusa para a onipresença do estado e da igreja sofreu interferências no conceito de escola e educação. A contribuição dos imigrantes abriu clareiras na estrutura antiga da metrópole. E continua avançando sobre um terreno que precisa de benfeitorias.
Washington Luis Prudencio

Roberto disse...

O texto "Manifesto dos Pioneiros" menciona a questão sobre a gravidade da educação, mencionando que estes são até mais críticos que os da própria economia. De fato, como podemos resolver nossos problemas economicos, se não desenvolvemos anteriormente conhecimento?
Isto nos leva a pensar se nosso sistema de educação é adequado, pois estamos formando jovens pensantes ou apenas jovens que irão tentar gabaritar o vestibular em busca de uma formação e uma vida estável? Como futuro orientador, penso que é interessante buscar ser um incentivador ao conhecimento, do que um mero cobrador de notas. Acredito que o desenvolvimento do indivíduo como um Ser-Humano pensante, crítico, político, que defende seus ideais é um dos pontos fundamentais no ensino. E este deveria ser trabalhado, para o desenvolvimento de uma Sociedade ativa, não acomodada, que defende seus interesses e não simplesmente se acomoda e aceita o que lhe é imposto, como infelizmente é a Sociedade Brasileira atual.
Roberto de Melo Ramos
Acadêmico de Licenciatura em Física

William disse...

Uma das propostas da escola nova é a associação entre conteúdo escolar e realidade circundante. Deve-se fazer com que a escola possa participar de forma ativa no processo social e não sendo mais um dos instrumentos políticos, sociais e econômicos de um processo que tenha como conseqüência e objetivo formar uma população alienada.É uma questão bastante teorizada hoje em dia, só que de implementação não plenamente realizada, mas, ao que me parece, em andamento. Acho que o manifesto acerta em não ocultar a inextricabilidade de processos econômicos e educacionais. A proposta de possibilitar aos alunos a oportunidade de uma visão mais ampla e profunda da sociedade em que vivem é fundamental para que se participe dessa relação educação/economia como um elemento ativo. Há um ponto que me parece difícil de articular e mais difícil ainda de se pôr em prática: fazer com que, mesmo tendo que formar, de alguma maneira, mão-de-obra se eduque a partir dos interesses, necessidades e aptidões do indivíduo. Isso me parece difícil, pois para sua implementação é necessário uma sociedade organizada de forma que isso seja possível ao mesmo tempo que a educação deve servir para torná-la possível. É um caminho de mão-dupla. A proposta de senso de coletividade e de integrãção me parece uma boa saída e, talvez, principalmente no plano político, o mais difícil de se executar, por que é peciso que as rivalidades partidárias sejam deijadas de lado para que se atinja um bem comum. Essa é uma postura que teria resulatados excelentes em todas as áreas da sociedade, não só na educativa. O problema, me parece, é que não há previsão de isso aconteça.
Existem outros pontos, mas esse me paeceu mais interessante. Então, discutiremos mais na aula e, pelo que li das postagens, temos muito assunto pela frente.
Abraço a todos.
William M. Boenavides

Fernanda Silva Medeiros - Turma I disse...

Atualmente, os professores também precisam entender a posição que tem a escola e qual sua função. Portanto, os educadores devem ter o conhecimento da sociedade e não somente o conhecimento técnico. Para que ocorram as reformas educacionais é necessário que haja uma inter-relação entre as teorias científicas, o debate e a consciência da necessidade de melhorar e dar um rumo para a educação, porém, respeitando a cultura do país e não mais copiando modelos estrangeiros pois as realidades são bastantes distintas. Como citado no texto, a concretização da política educacional ´deve ser preparada por etapas até a grande reforma.
Um ponto bastante importante é relacionado ao direito à educação pública disponibilizada pelo governo. Acredito que houve um grande avanço neste aspecto, pois, no mínimo, a educação fundamental é disponibilizada gratuitamente às crianças. Porém, é necessário urgentemente pensar em novas reformas educacionais para aas séries mais avançadas. A escola deve ter o lugar para todos, e deve-se continuar a preocupação em desenvolver escolas de qualidade, pois não adiantam as estatísticas estarem a favor da educação, afirmando que quase 100% das crianças estão matriculadas. É imprescindível que haja um ensino de qualidade.

Cláudio Klippel - turma I disse...

Sobre o texto “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova” podemos notar que os intelectuais, naquele momento desejavam interferir na organização da sociedade através da educação. Através da analise daquele momento histórica (década de 30) podemos observar uma forte desorganização da escola pública. O manifesto, por sua vez, apresenta uma proposta de uma escola única, pública, obrigatória e gratuita – a chamada escola integral, a escola nova.
Como a professora já havia mencionado em aulas anteriores é interessante pensar na educação como formadora de uma nova nação. E neste sentido a Escola nova aparece como uma opção para a mudança.

Rodrigo disse...

O texto Manifesto dos Pioneiros trata da questão da reformulação escolar, na década de 1930. Faz um contraponto com o modelo escolar tradicional, propondo uma mudança radical no modelo de ensino adotado então, visto como arcaizante e exclusivista. Aponta novas diretrizes a serem seguidas na gestão educacional, tais como o estabelecimento de programas de ensino condizentes com a realidade social, ao privilegiar os interesses e as aptidões do educando, em conjunto com uma desejável formação científica do grupo docente. Ainda sugere a criação de um quadro universitário e de faculdades condizentes com os interesses pedagógicos abordados pelo manifesto, e exigidos pela própria necessidade social de desenvolver a nação, tais como a criação de cursos de economia, matemática, filosofia, e letras. Propõe-se um projeto de civilização baseado exclusivamente na Educação. O Estado seria diretamente responsável, garantindo acesso a todos os níveis, e o ingresso na universidade se daria pelo recrutamento dos mais hábeis, através de um processo de seleção, com o intuito de criar de uma nova “elite intelectual”, que “guiaria” o país rumo ao progresso, sempre através de um novo projeto educacional. A Educação seria auto-gestionada, livre dos entraves político-governamentais e partidários. O manifesto também propõe – o que não deixa de ser interessante – um diálogo entre a Educação e diferentes áreas, tais como cinema, música, imprensa e rádio. Isso em 1932. Não deixa de ser uma atitude louvável e revolucionária, tendo em vista os caminhos em que a educação se embrenhou nesses anos todos.
Alguns pontos poderiam (e deveriam) ser discutidos ainda hoje com a sociedade, principalmente com o intuito de aproximar a escola da mesma. A escola faz parte da sociedade (e da comunidade), e seu isolamento em uma torre de marfim apenas mutilaria a identidade de seus alunos e dela própria. O Manifesto propõe essa aproximação, aponta as diretrizes, mas não aponta os caminhos a serem seguidos. O que é uma pena, tendo em vista o processo de desmonte das universidades federais e os atos de violência que se cometem contra a escola pública, em todos os níveis, especialmente em nível estadual, passando por inúmeros governos irresponsáveis. O que vemos, criminosamente, é o Estado se eximindo de suas responsabilidades, e não apenas na área da Educação, mas também da Saúde, da Segurança Pública e – por que não? – do Desenvolvimento Social.

Rodrigo Vaz Soares disse...

O texto Manifesto dos Pioneiros trata da questão da reformulação escolar, na década de 1930. Faz um contraponto com o modelo escolar tradicional, propondo uma mudança radical no modelo de ensino adotado então, visto como arcaizante e exclusivista. Aponta novas diretrizes a serem seguidas na gestão educacional, tais como o estabelecimento de programas de ensino condizentes com a realidade social, ao privilegiar os interesses e as aptidões do educando, em conjunto com uma desejável formação científica do grupo docente. Ainda sugere a criação de um quadro universitário e de faculdades condizentes com os interesses pedagógicos abordados pelo manifesto, e exigidos pela própria necessidade social de desenvolver a nação, tais como a criação de cursos de economia, matemática, filosofia, e letras. Propõe-se um projeto de civilização baseado exclusivamente na Educação. O Estado seria diretamente responsável, garantindo acesso a todos os níveis, e o ingresso na universidade se daria pelo recrutamento dos mais hábeis, através de um processo de seleção. O manifesto também propõe a criação de uma nova “elite intelectual”, que “guiaria” o país rumo ao progresso, sempre através de um novo projeto educacional. A Educação seria auto-gestionada, livre dos entraves político-governamentais e partidários. O manifesto também propõe – curiosamente e, fato interessante, há mais de 70 anos – uma discussão intersemiótica entre várias áreas, tais como cinema, música, imprensa e rádio. Isso em 1932. Não deixa de ser uma atitude louvável e revolucionária, tendo em vista os caminhos em que a educação se embrenhou nesses anos todos. Alguns pontos deveriam ser discutidos ainda hoje com a sociedade, principalmente com o intuito de aproximar a escola da mesma. A escola faz parte da sociedade (e da comunidade), e seu isolamento em uma torre de marfim apenas mutilaria a identidade de seus alunos e dela própria. O Manifesto propõe essa aproximação, aponta as diretrizes, mas não aponta os caminhos a serem seguidos. O que é uma pena, tendo em vista o processo de desmonte das universidades federais e os atos de violência que se cometem contra a escola pública, em todos os níveis, especialmente em nível estadual. O que vemos, hoje,

Aline Gouveia Medeiros disse...

Sobre a natureza da democracia é dito, no texto, o seguinte: “aquele (dever) em cujo cumprimento os erros praticados se projetam mais longe nas suas conseqüências, agravando-se à medida que recuam no tempo; o dever mais alto, mais penoso e mais grave é, de certo, o da educação (...)”.
A Educação Nova, idealizada no manifesto, não se realizou; a reforma que incluía a proposta de um ensino mais voltado à realidade, mais democrático, desligado dos interesses puramente econômicos e vinculado a um interesse nacional, que por sua vez respeita as peculiaridades regionais, não se cumpriu, e hoje vemos o agravamento dos problemas citados no texto.
Apesar de o problema do acesso ao ensino médio ter sido em parte resolvido, uma vez que este setor está mais desenvolvido e acessível – o problema agora é a qualidade –, assim como o da educação profissionalizante, que foi ampliada desde a época do manifesto, o que se percebe é que o principal problema mencionado no texto, relacionado aos objetivos da escola e da educação, não foi corrigido: o gerenciamento da educação é moldado por interesses financeiros e não tem por objetivo tornar-se um meio de inclusão e desenvolvimento humano. O que percebemos, passados 75 anos da proposta da Escola Nova é o que foi previsto no trecho citado anteriormente: o não cumprimento das propostas gerou o agravamento dos problemas existentes (por exemplo, a precariedade da educação no campo e o despreparo das escolas na cidade, agravantes do êxodo rural, origem de tantos problemas sociais) Porém, como também foi dito no texto, é preciso tempo para a conscientização da importância das mudanças e um maior contato com as novas doutrinas para que os pontos de vista e a atitude frente à educação que temos sejam modificados visando à realização de uma escola democrática e humanitária, e este vem a ser nosso papel como futuros educadores.
Aline Gouveia Medeiros - Turma:J

Anônimo disse...

"(...)Em lugar dessas reformas parciais, que se sucederam, na sua quase totalidade, na estreteza crônica das tentativas empíricas, o nosso programa concretiza uma nova política educacional, que nos preparará, por etapas, a grande reforma(...)"

O que vemos hoje no Brasil é exatamente o mesmo problema da época do Manifesto: medidas paliativas para atenuar as carências da educação, como ProUni e cotas, e nunca se constrói um plano de reestruturação profunda, que proporcione a todos os cidadãos uma escola pública de qualidade e, por conseqüência, o ingresso na universidade ao alcance de todos, sendo determinado pelos méritos intelectuais e não por condições econômicas e sociais.
Para chegarmos nesse estágio, acredito que o problema deve ser tratado de forma cuidadosa a longo prazo, tratando primeiramente de qualificar o ensino fundamental e médio, com um salário decente e programas de capacitação para os professores da rede pública, proporcionando atualização e aprofundamento dos conhecimentos profissionais.
Além disso, acho que o papel da escola deve estender-se para além da formação intelectual do indivíduo, transcendendo a simples acumulação de conteúdos de matemática, história, leteratura. Creio que nosso papel como educadores seja fundamental para que estes jovens, que estão em formação de suas personalidades, idéias e visões de mundo, consigam expressar suas idéias e alcançar um lugar prestigioso na sociedade.
A escola é o reduto onde o indivíduo inicia sua vida em um grupo heterogêneo, onde devem ser cultivados respeito, solidariedade, amizade e responsabilidade. Creio que seja indispensável a atenção dos educadores também nesse aspecto, pois será determinante na forma que esse indivíduo vai agir no seu convívio social e no direcionamento que o aluno vai tomar no futuro.

Isis Duarte Fernandes

Alfeo disse...

Não consegui baixar o Manifesto... dá problema no link.... Alfeo

Renata disse...

Também estou com problemas p/ abrir o texto do manifesto.
Estou acompanhando as reflexões dos colegas e entendendo do que se trata o texto... Mas gostaria de ler o original antes de registrar algum comentário a respeito.

Anônimo disse...

As antas não lêem o texto e vêm aqui dar desculpa esfarrapada.
É só escrever na busca do Google (sabem né?) "Manifesto dos Pioneiros" que aparecerão duzentas páginas com o texto na íntegra.